Faz quase cinco anos que o primeiro Killzone foi lançado na Playstation 2. Nessa altura, muitos acreditavam que o jogo da Guerrilla Games ia ser a arma da Sony em resposta a Halo da Xbox. Embora Killzone tenha sido bem recebido tanto pela crítica como pelos jogadores, a verdade é que a primeira guerra entre os ISA e os Helghast ficou aquém das expectativas.
Quando a PS3 começou a dar os seus primeiros passos, a Sony fez questão de revelar o potencial da consola com uma demo técnica do sucessor de Killzone durante a E3 2005. Passados quase 4 anos, Killzone 2 chegou finalmente à Playstation 3. Será que esta longa hibernação valeu a pena?
O jogo segue a história caminhada pelos anteriores Killzone e Killzone Liberation, dando-nos o controlo sobre uma nova personagem e uma nova equipa composta por quatro soldados, Sev, a personagem principal, Rico, um peso pesado regressado dos jogos anteriores, Garza, um soldado que apesar de novo já ascendeu à marca de Elite, e Natko, o especialista em demolições da equipa. As personagens são equilibradas e interessantes, e embora a história do jogo em si não vá muito mais longe que o típico drama de guerra com sabor a regime nazi, consegue ser motivo suficiente para fazer as nossas personagens avançar pelos terrenos de combate. Infelizmente a inexistência de Co-Op multiplayer em campanha é uma ausência de peso, tendo em conta as várias personagens que nos rodeiam em grande parte dos combates.
Killzone 2 é o clássico jogo onde temos de disparar muito, resistir a hordas de inimigos e aproveitar todas as hipóteses para virar o combate a nosso favor. O modelo de jogo é o tradicional FPS (atirador na primeira pessoa), onde o comando da PS3 foi muito bem aproveitado para responder à tensão do combate sendo que, o sistema de mira é altamente responsivo, e caso estejam habituados a outros jogos do mesmo género, é possível ajustar os controlos à vossa medida. Killzone 2 oferece também um sistema de protecção com recurso ao cenário em tempo real, algo pouco visto nesta geração mas que funciona de forma prática e eficiente sendo uma mais valia. A personagem parece muito mais orgânica nas suas acções do que em qualquer outro FPS do género, oferecendo ainda mais realismo. A inteligência artificial dos nossos colegas bem como dos Helghast, são igualmente boas, algo importante tendo em conta que quase sempre estaremos em confronto com inimigos implacáveis que também lutam pela sua sobrevivência. Cada vez que um Helghast mostra os seus olhos avermelhados, é altura de manter o gatilho premido, ou é a morte certa.
O som está num patamar de excelência elevado, os diálogos são inflamados tal como a guerra, os tiros, explosões e berros fazem-se ouvir de todas as direcções de forma assustadora, e impressionante.
Mesmo com uma sonoplastia incrível, o ponto alto de Killzone 2 é mesmo o seu departamento gráfico, é seguro dizer que é dos jogos mais detalhados e deslumbrantes até hoje nas consolas. Embora os cenários sejam essencialmente cinzentos e cobertos de destroços com as nuvens negras a pairar acima de nós, é impossível não ficarmos abismados com a qualidade visual empregue enquanto avançamos pelo planeta de Helghan.
O Online não podia de forma nenhuma ficar esquecido, tendo em conta que a concorrência aposta forte nesta área e Killzone 2 não é excepção. Apesar de não inventar a pólvora, o multiplayer permite dezenas de horas de diversão com graduações a atingir, armas a desbloquear e tabelas de ranking, aliado a um sistema de experiência similar ao visto em Call of Duty 4: Modern Warfare. Outros pontos positivos encontrados no Online, passam pela inclusão de um Team Swap manual, sempre que quisermos mudar de equipa, um brilhante sistema de alteração de modo de jogo em tempo real, permitindo passar automaticamente, por exemplo, de um Deathmatch para um Capture the Flag e ainda a inclusão de Bots.
Killzone 2 é um exclusivo PS3 do mais alto gabarito e uma aposta ganha por parte da Sony. Não é a referência máxima dos FPS mas está bem perto do primeiro lugar ainda ocupado nesta geração por Call Of Duty 4.
Gráficos 98
Jogabilidade 92
Som 95
Replay 92
NOTA:94
Alexsander Franco Rosa