
Bioshock 2 - Little Sister
Depois de três anos de espera, a 2K Games finalmente lançou uma sequência para o seu aclamado Bioshock (2007). Bioshock 2 também se passa na utópica cidade de Rapture, mas dessa vez ao invés do personagem da primeira história, controlamos nada mais nada menos que um Big Daddy! E não é qualquer Big Daddy, é o BD primordial de codinome Project Delta.
A história de Bioshock 2 se passa em 1968, oito anos após os eventos do primeiro jogo, mas seu início se dá em 1958, doías anos antes da guerra civil que destruiu toda a cidade. Neste período começaram os experimentos com plasmids e ADAM, consequentemente surgiram os Big Daddys e Little Sisters, todos a partir do Subject Delta. Sofia Lamb (a vilã da história) transformou a própria filha, em uma Little Sister, com a intenção de criar um vínculo com Project Delta. Lógico que algo saiu errado e Delta foi sacrificado por Sofia, causando uma dolorosa separação com Eleanor (a filha).
Subject Delta desperta misteriosamente em meados de 1968 e a partir daí a história começa a se desenrolar. Vemos que muitas coisas infelizmente não mudaram muito em relação ao primeiro jogo – gráficos, som – outras ficaram mais legais – hacks, plasmids, armas – e as inovações foram muito bem-vindas – Project Delta, Big Sisters, modo multiplayer.

Bioshock 2 - Big Sister
Talvez seja o ponto fraco do jogo. Não que o visual de Bioshock 2 seja ruim, longe disso, mas a visível falta de evolução entre o jogo original, de 2007, e esse é gritante. Rapture continua belíssima. Cada metro quadrado conta um pouco da história do jogo. É realmente impressionante o cuidado dos designers em linkar a trama com o visual, pena que a tecnologia empregada seja praticamente a mesma do jogo original.
O som do jogo não decepciona. A trilha sonora “cinquentista” continua presente e de forma impecável; o som das armas e explosões é muito bom e as vozes das splicers não mudaram muito mas continuam com aquele ar “enlouquecido” do primeiro jogo. Os diálogos são muito bons e os dubladores continuam excelentes. Em momentos de maior tensão a trilha sonora orquestrada tem presença marcante triplicando a tensão daquela cena.
A princípio, a jogabilidade parece muito parecida com a do primeiro jogo, mas bastam alguns minutos de jogo para percebemos que muitas mudanças foram implementadas.
Pra início de conversa, como já foi dito na apresentação desse review, em Bioshock 2 controlamos um Big Daddy. Assim como o personagem do primeiro jogo, o nosso Big Daddy também pode manusear um arsenal de armas e plasmids, mas ao invés de alternarmos entre um e outro, em Bioshock 2 é possível usar ambos ao mesmo tempo! Plasmids na mão esquerda controlados com os botões L1 e L2 e as armas (incluíndo a magnífica broca) nos botões R1 e R2.
As câmeras de segurancas, turrets, sentry bots e máquinas de compra estão de volta, mas o sistema de hack é ligeiramente diferente. Logo no início do jogo o jogador recebe uma pistola para hackear à distância; você dá um tiro no objeto a ser hackeado e a tela de hack aparece à sua frente. O jogo não mais é pausado durante um hackeamento, portanto se estiver numa sala infestada de slipcers pense duas vezes antes de hackear alguma coisa. O processo de hack, também mudou bestante e está bem mais simples. O labirinto de tubos e conexões dá lugar a uma espécie de voltímetro cujo ponteiro fica indo da esquerda para direita. No visor existem barras verde, vermelha, azul e sem cor. O objetivo é pressionar o botão X nas barras verde; se pressionar nas barras sem cor o hack é abortado e você levará um pequeno choque; nas barras vermelhas um sistema de segurança será acionado e sentry bots virão te atacar; as barras azuis funcionam como as verdes, mas te dão algum tipo de bônus dependendo do objeto hackeado.
As armas são completamente novas, embora elas com partilhem as munições das armas do primeiro jogo, são outras armas, até porque nosso personagem é um Big Dady e as splicers (ainda) são humanas. A úncia arma que compartilhamos com nossos inimigos é a shotgun, todas as outras são exclusivas do nosso personagem, incluindo a Rivet Gun, arma utilizada pelos Big Daddys “Rosie” do primeiro jogo.
Em Bioshock 2 existe um contato maior do nosso personagem com água, pois em determinados pontos-chave Project Delta é obrigado a encarar as águas do oceano que cerca Rapture. É uma sensação bem legal estar submerso, mas nada demais em termos de jogabilidade, pois seu personagem não pode usar nenhuma de suas armas ou plasmids, não existem inimigos – apenas tubarões inofensivos (!?) – e não há nenhuma penalidade pelo tempo submerso, visto que um Big Daddy já possui um vestuário apropriado para tais condições. Talvez o mais legal seja encontrar ADAM em sua forma natural…
E as Big Sisters… Se arrancou seus cabelos com os Big Daddys do primeiro jogo, trate de encomendar uma peruca nova, pois você ainda não viu nada. Sempre que você interagir com todas as Little Sisters de uma determinada fase, uma Big Sister aparecerá para tirar uma satisfação contigoe e é bom você vai precisar de muita munição para derrubar uma delas.
Outra grande novidade de Bioshock 2 é a adição de um modo multiplayer que aumenta e muito a vida útil do título. Nele encarnamos uma das splicers e partimos pro pau em variados modos de jogo. Interessante que a 2K Games teve o cuidado de não largar o multiplayer ao relento e colocar algo destoante da história. O modo multiplayer de Bioshock 2 é justamente a “Guerra Civil” que ruiu com Rapture, onde seus cidadãos, já corrompidos pela ganância, degladiaram-se em busca do precioso Adam.
Após selecionar a skin do seu personagem, você é direcionado ao seu apartamento em Rapture (!) que serve como uma espécie de quartel-general. Nele podemos decidir qual combinação de plasmid/arma iremos usar, qual a roupa do seu personagem – sim, é possível escolher a roupa e uma daquelas máscaras de festa que as splicers usam – e também é o local onde fazemos todos os upgrades a medida que submios de rank.
Com tudo pronto, basta se dirigir até o elevador, escolher o modo de jogo e partir pra ação.
Nem de perto se compara a jogos multiplayer mais sérios, mas é bem divertido e uma ótima forma de manter o jogo por um pouco mais tempo na estante.
Bioshock 2 é diversão garantida. A história é muito boa e te prende até o fim. Vasculhar as fases por todos os Audio Diaries é gratificante, pois cada diário traz algo novo à trama – além de ajudar no troféu de coletar 100 diários.
Assim como no primeiro jogo, jogando nos níveis easy ou normal pode tornar o jogo muito fácil da metade em diante, pois você terá dinheiro, munição e ADAM de sobra, portanto, se voce quer um bom desafio, não deixe de jogá-lo no modo mais difícil e com o sistema de vita-chamber desligado, e ainda de quebra leva dois outros troféus bem importantes.
Se você jogou o primeiro jogo vai se encantar com esse, e senão jogou, vai curtir do mesmo jeito. O enredo é outro e os cenários visitados idem, lógico que quem jogou o primeiro Bioshock tem mais informações a serem linkadas durante o desenrolar da história.
Bioshock 2 é um belo jogo, poderia ser melhor, principalmente pela expectativa criada, mas no fim das contas é um bom investimento. Rapture continua com sua beleza singular (mesmo com alguns problemas de texturas) e a história do modo single player nos prende à frente da TV durante horas.
Se voce é amante de FPS's, Bioshock 2 é pra você. Se você gosta de games com bons enredos, Bioshock 2 também é pra você. E se você jogou o primeiro e gostou… nem preciso falar nada.