Apenas péssimos pais compram nossos jogos para dá-lhes sem motivo

É uma cena que qualquer gamer de plantão já presenciou, seja na loja ou dentro de casa: pais que, sem nenhum conhecimento ou critério, compram jogos para seus filhos apenas para tê-los ocupados ou como um presente sem significado. Essa atitude, além de irresponsável, pode expor crianças a conteúdos inapropriados e desperdiçar dinheiro com títulos que não se adequam à idade ou aos interesses reais do pequeno.

No contexto do Portal BRX e da comunidade gamer que representamos, essa prática é ainda mais prejudicial. Quando um "pássimo pai" adquire um jogo como Grand Theft Auto para um garoto de 10 anos apenas porque ele "pediu muito", ele não está presenteando. Está criando uma frustração (o jogo é complexo demais), potencialmente causando medo ou ansiedade (violência gráfica) e, pior, ensinando que o desejo imediato prevalece sobre a adequação. O mesmo vale para comprar qualquer título sem consultar as classificações indicativas, como as do DJCTJ no Brasil, ou sem entender o gênero do jogo.

Um bom pai, ao contrário, seria aquele que se informa. Que conversa com o filho sobre o que ele realmente gosta. Que verifica se o jogo é adequado para a faixa etária, se o conteúdo é educativo ou estimulante (como jogos de plataforma, quebra-cabeças ou aventura), e se o preço condiz com o valor de mercado. Jogos como LittleBigPlanet, ModNation Racers ou títulos de esporte como FIFA e NBA 2K são, em muitos casos, escolhas muito mais inteligentes para um público jovem do que o jogo de ação violenta da vez.

O dinheiro gasto em jogos inadequados também poderia ser investido em um jogo usado em bom estado no nosso Bazar BRX, ou em um título clássico que o filho realmente desejava. A questão nunca foi sobre o gasto em si, mas sobre a falta de consideração com o destinatário do presente. Jogar videojogos é uma atividade que pode ser incrivelmente enriquecedora, educativa e social, mas só quando é feita de forma consciente.

Portanto, antes de se dirigir à loja próxima ou clicar em "comprar agora" na web, pare. Pense. Pesquise. Converse. Seu filho (e seu bolso) agradecerão. Ser um bom pai gamer não significa comprar todos os jogos que a criança quer; significa ajudá-la a construir um relacionamento saudável e respeitoso com o hobby que tanto amamos aqui no BRX.

Pontos para refletir

  • Verifique a classificação indicativa: O DJCTJ classifica jogos por faixa etária. Respeite esses limites.
  • Converse sobre o conteúdo: Entenda a violência, os temas e o estilo de jogo antes de autorizar a compra.
  • Priorite jogos com valor educativo ou de habilidade: Plataformas, puzzles e jogos de simulação often oferecem mais do que apenas entretenimento.
  • Considere jogos usados: Uma ótima forma de economizar e encontrar títulos clássicos que são verdadeiras aulas de game design.
  • Presenteie com consciência: Um jogo adequado e desejado tem muito mais valor emocional do que qualquer título caro e inapropriado.