7 Jogos Que Não Cumpriram Com As Expectativas
A galera da BRX, hoje o tema é aquele papo que todo gamer já teve: jogos que a gente esperava MUITO e que no final das contas acabaram decepcionando. Nessa lista, a gente foca no cenário do PlayStation 3 e de outras plataformas da geração, aqueles que prometiam mundos e fundos nos trailers mas que, na hora H, não cumpriram o combinado. Vamos lá?
Antes de começar, vale lembrar que "decepcionante" é relativo. Um jogo pode não atender às altíssimas expectativas que criamos, mas ainda assim ser mediano ou até bom no geral. O problema é quando o marketing e o hype vendem uma experiência revolucionária e o produto final não chega nem perto.
1. Kane & Lynch: Dead Men
O que era prometido
Um jogo de ação em terceira pessoa com narrativa cinematográfica focada em dois criminosos complexos e instáveis. A Eidos prometia uma experiência tensa e madura, com cooperação intensa e um online inovador.
O que entregou
O jogo sofreu com controles pesados e imprecisos, uma inteligência artificial dos aliados e inimigos bem abaixo da média e gráficos que não aproveitaram bem o potencial do PS3 e Xbox 360. A história, apesar de tentar ser dark e madura, acabou tropeçando em clichês e diálogos fracos. O modo online "Lynch Law" era uma ideia interessante mas falhou na execução técnica. No fim, ficou como um jogo de ação medíocre que desperdiçou um conceito promissor.
2. Lair
O que era prometido
O primeiro grande exclusivo de dragões do PS3, desenvolvido pela Factor 5 (mestres de Rogue Squadron). A promessa era um épico de voo e combate aéreo com gráficos de tirar o fôlego, controles por movimento do Sixaxis e uma história grandiosa.
O que entregou
Gráficos bonitos para a época, sim. Mas os controles do Sixaxis para pilotar o dragão foram um desastre para muitos jogadores, sendo considerados travados e pouco responsivos. A câmera também era problemática. Apesar de atualizações posteriores que tentaram amenizar com controles analógicos, a experiência inicial marcou negativamente o jogo. Muita gente comprou pela premissa e pelo potencial visual, mas saiu frustrada com a jogabilidade.
3. Haze
O que era prometido
O "Killzone killer" exclusivo do PS3, desenvolvido pela Free Radical Design. Deveria ser um shooter futurista revolucionário com uma campanha épica e um online massivo. O marketing focava muito na rivalidade com a franquia da Guerrilla Games.
O que entregou
Uma campanha curta, genérica e com uma narrativa fraca sobre soldados sob o efeito de uma droga chamada Nectar. A jogabilidade era um shooter mediano, nada que não existisse antes. O gráfico, apesar de ok, não era nada de outro mundo. O multiplayer, que era a grande aposta, morreu rápido por falta de jogadores e problemas de balanceamento. Virou sinônimo de hype exagerado e decepção.
4. Dark Sector
O que era prometido
Originalmente pensado como um jogo de survival horror para PS2, evoluiu para um shooter sci-fi de terceira pessoa para PS3 e Xbox 360. A premissa era interessante: um herói infectado por um virus que lhe dava poderes, mas que tinha que controlar para não virar um monstro.
O que entregou
Uma campanha extremamente genérica e repetitiva, com tiroteios sem graça e uma história mal contada. O poder principal do herói, o "glaive" (uma espécie de bumerangue de energia), era legal no conceito, mas sua utilidade na prática era limitada. A ambientação e o design de níveis eram escuros e monótonos. No final, pareceu um jogo que mudou de ideia no meio do desenvolvimento e não conseguiu se decidir em que queria se tornar.
5. Stranglehold
O que era prometido
Um jogo de ação cinematográfico estrelado por John Woo (diretor de filmes de ação clássicos) e continuando a história do filme "Hard Boiled". Prometia ação frenética, tiroteios com dupla arma e cenas de destruição de ambiente inspiradas nos filmes do diretor.
O que entregou
O jogo NÃO era uma continuação direta de "Hard Boiled", mas sim uma história paralela. A jogabilidade repetitiva e linear迅速mente cansava. As "Tequila Time" (versão do slow-motion) eram legais no início, mas não salvavam a experiência. Gráficos ok para a época, mas nada excepcional. A sensação era de um jogo de ação antigo disfarçado com um tema de filme de ação moderno. Ficou como um título esquecido, não pela qualidade ruim extrema, mas por ser esquecível.
6. Turning Point: Fall of Liberty
O que era prometido
Um FPS alternativo de segunda guerra, onde a Alemanha Nazista invadiu os EUA usando tecnologia avançada. Uma premissa ousada para um jogo de ação.
O que entregou
Controles terríveis, IA básica, gráficos fracos até para o padrão do início do ciclo de PS3/Xbox 360, e uma campanha curta e sem graça. O jogo tentava ser ousado na premissa mas falhou em absolutamente tudo na execução básica. Virou piada nos fóruns e reviews, sendo citado como um dos piores FPS já feitos para a geração.
7. Alone in the Dark (2008)
O que era prometido
Um reboot da franquia clássica de survival horror. Prometia gráficos next-gen, uma história sobrenatural atmosférica e uma jogabilidade que misturava exploração, puzzles e combate.
O que entregou
Um dos jogos mais bugados e frustrantes do PS3. A câmera terrível, os controles imprecisos, a IA bizarra dos inimigos e a enxurrada de problemas técnicos transformaram a experiência em um pesadelo. A história tentava ser complexa mas era confusa. O sistema de inventário e a mecânica de usar o fogo como arma principal eram originais no papel, mas na prática funcionavam mal. Só vale para quem coleciona jogos ruins ou quer rir das falhas.
Conclusão
A essência do gaming é essa: a gente arrisca em novos títulos, cria expectativas e às vezes se depara com produtos que não cumprem o prometido. Essa lista é só um recorte de 2009 para cá. O importante é que mesmo entre as decepções, a gente encontra pérolas e aprende a dosar o hype antes de sair comprando no pré-venda.
E aí, galera? Qual desses jogos vocês jogaram e acharam um desperdício? Outros títulos que acham que deveriam estar nessa lista? Comenta aí embaixo!
