Quem acompanha o mundo dos games sabe que outubro de 2009 estava sendo apontado como um dos meses mais carregados do ano para o PlayStation 3 e para a indústria de games em geral. Depois de um primeiro semestre relativamente tranquilo em termos de grandes lançamentos, os desenvolvedores guardaram suas cartadas mais fortes para o período que antecede o Natal — e a PROMESSA era de que quem tivesse um PS3 no momento não teria férias do controle na mão.
O grande destaque que todo mundo aguardava era Uncharted 2: Among Thieves, a continuação da franquia que tinha surpreendido todos com o primeiro jogo. Nathan Drake voltava em uma aventura ainda mais ambiciosa, com gráficos que desafiavam o que se achava possível no PS3. O jogo chegou em 13 de outubro na América do Norte e prometia ser um daqueles títulos que definem uma geração. Quem jogou o primeiro sabe que a expectativa era justificada — a Naughty Dog tinha mostrado que sabia entregar narrativa e gameplay em um nível muito acima da média.
Mas não era só Uncharted 2. Outubro trouxe também Brutal Legend, com Jack Black dublando o protagonista Eddie Riggs em um mundo aberto que misturava heavy metal com fantasia medieval. Tim Schafer, o criador de clássicos como Psychonauts e Grim Fandango, estava à frente do projeto e prometia uma experiência única. Para quem curte um humor diferente e uma proposta ousada, era um título que merecia atenção.
Na parte esportiva, NBA 2K10 chegava com melhorias gráficas significativas e prometia ser o melhor simulador de basquete da geração. A série 2K já tinha se consolidado como referência, e cada ano trazia inovações que faziam valer o investimento.
Para quem curtia ação cooperativa, Borderlands se aproximava com seu estilo visual inspirado em HQs e sua proposta de loot infinito. O jogo ia se tornar um fenômeno entre os gamers que gostavam de jogar em grupo, embora muitos na época ainda não soubessem o que estavam prestes a descobrir.
A verdade é que outubro de 2009 representava aquele momento perfeito do ciclo de vida de um console: o hardware já estava maduro, os desenvolvedores tinham aprendido a extrair o máximo da máquina, e os jogos começavam a chegar com aquela qualidade que fazia jus à espera. Para o PS3 especificamente, era um período de redenção depois de um lançamento conturbado e de dois primeiros anos difíceis.
No Brasil, a situação dos preços sempre complicava um pouco as coisas — jogos na faixa dos R$ 199,00 a R$ 249,00 não eram exatamente acessíveis para a maioria dos jogadores. Mas isso não impedia a galera de acompanhar cada novidade, cada review, cada trailers no YouTube. A comunidade gamer brasileira em 2009 já era ativa e engajada, mesmo com todas as limitações de preço e disponibilidade.
Outubro de 2009 realmente cumpriu o que prometia: foi um mês intenso, com lançamentos que marcaram a geração e que até hoje são lembrados com carinho. Se você tinha um PS3 naquela época, provavelmente se lembra da sensação de ter opções demais e tempo de menos — o melhor problema que um gamer pode ter.
