Boicote à MW2 (PC) pegando fogo!

O boicote ao Call of Duty: Modern Warfare 2 no PC está ganhando força entre os jogadores. A decisão da Infinity Ward de remover servidores dedicados e modificar funcionalidades tradicionais do modo multiplayer gerou uma onda de insatisfação na comunidade.

Muitos fóruns e grupos de discussão estão organizando campanhas para desencorajar a compra do jogo na plataforma PC. Os principais motivos incluem a ausência de servidores dedicados, o que afeta diretamente a experiência competitiva e a customização das partidas. Além disso, a introdução doIWnet, em substituição ao matchmaking tradicional, foi vista como um retrocesso.

Apesar da controvérsia, a Infinity Ward manteve sua posição, argumentando que as mudanças visavam simplificar a experiência e reduzir a pirataria. No entanto, para muitos jogadores veteranos, essas alterações representam uma tradição quebrada e uma falta de respeito com a base de fãs do PC.

O movimento já está refletido em números de cancelamento de pré-vendas e discussões acaloradas nas redes sociais. Resta saber se a pressão da comunidade terá algum impacto nas decisões da desenvolvedora antes do lançamento oficial.

Além da questão dos servidores dedicados, outros aspectos irritaram a comunidade PC. A lista de funcionalidades removidas incluía o suporte a mods no estilo dos anteriores Call of Duty, que permitiam a criação de mapas customizados e modos de jogo inovadores por parte da comunidade. Essa possibilidade de extensão do jogo era vista como uma das grandes vantagens da plataforma.

O foco da Infinity Ward em unificar a experiência multiplayer entre PC e consoles (com o IWnet) também gerou receios sobre o balanceamento e as limitações técnicas impostas para garantir a igualdade entre jogadores de diferentes plataformas. Para muitos, a identidade do jogo no PC estava sendo diluída em prol de uma visão mais homogênea e comercial.

A hashtag #boicotemw2 ganhou destaque em sites de notícias especializados e em blogs como o nosso. Jogadores influentes da cena competitiva de FPS também se posicionaram publicamente contra as mudanças, o que deu ainda mais legitimidade ao movimento. O grupo no Steam criado para organizar o boicote rapidamente atingiu dezenas de milhares de membros, demonstrando o tamanho da insatisfação.

O lançamento do jogo em novembro de 2009 seria o momento da verdade. A comunidade torcia para que a pressão fosse suficiente para forçar um recuo ou, pelo menos, para que a desenvolvedora oferecesse alguma solução pós-lançamento para restaurar os servidores dedicados e as funcionalidades esperadas.