Uma das perguntas mais frequentes que surgia na comunidade gamer no final dos anos 2000 era sobre o cenário do então misterioso terceiro jogo principal da franquia Assassin's Creed. Com a segunda parte, Assassin's Creed II, lançada recentemente em 2009, os fãs já especulavam wildamente sobre onde a saga de Ezio Auditore seguiria, e um dos rumores mais persistentes era a possibilidade de um salto para a 2ª Guerra Mundial.
A especulação não era infundada. A franquia, desenvolvida pela Ubisoft Montreal, era conhecida por sua narrativa complexa envolvendo a luta entre a Ordem dos Assassinos e os Templários ao longo da história humana. Após os jogos se passarem durante as Cruzadas (Assassin's Creed) e o Renascimento Italiano (Assassin's Creed II), um salto de several séculos para o conflito mais devastador do século XX parecia, para muitos, uma evolução lógica e empolgante.
A ideia de um Assassino operando em meio a Berlim, Londres ou Normandia, usando a aviação e a tecnologia da guerra como cobertura para as tradicionais perseguições em telhados e os assassinatos sigilosos, era um cenário irresistível. As ferramentas da Ordem, agora potencialmente incluindo armas de fogo mais avançadas e veículos, se misturariam com os mitos e as histórias reais do conflito.
No entanto, a realidade se mostrou diferente. Quando Assassin's Creed III foi finalmente anunciado e lançado em 2012, ele nos transportou para um período anterior: a Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775-1783). O protagonista era Ratonhnhaké:ton, também conhecido como Connor, um nativo americano e templário em busca de vingança. O cenário de colônias americanas em conflito oferecia uma nova paleta visual e mecânica, com florestas, neve e batalhas campais, que se diferenciava bastante das cidades europeias dos jogos anteriores.
Apesar de o jogo não ter ido para a 2ª Guerra Mundial, a discussão original ilustra a expectativa e a imaginação da comunidade em relação à direção da franquia. A série continuou a viajar pela história, visitando a Revolução Francesa, a Revolução Industrial, a Grécia Antiga, o Egito Ptolomaico e até o período viking, mostrando que as possibilidades de cenários históricos são vastas.
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